sábado, 5 de julho de 2008

Palestrantes destacam atualidade do pensamento marxista

Nos 160 anos do Manifesto Comunista, foi realizado na noite desta sexta-feira, 4, painel que debateu a atualidade do marxismo e da revolução socialista, com o plenário lotado.




Para falar sobre o tema, o 1º Congresso da Conlutas contou com Valério Arcary, historiador e professor do Cefet-SP, Charles A. Udry, economista suíço e diretor da coleção Cahiers livres e da revista A Lecontre, e Ricardo Antunes, professor de Sociologia do Trabalho na Unicamp. Todos ressaltaram a importância do Manifesto, sua atualidade nos dias de hoje e os desafios dos sindicatos e da classe trabalhadora rumo a uma sociedade socialista.

Charles Andrés Udry


Para o suíço Charles, é preciso colocar o que Marx dizia “na ordem do dia”. As relações de trabalho atuais, no entanto, exigem que sejam pensadas outras formas de unir os trabalhadores e trabalhadoras. Com mais de metade dos trabalhadores e trabalhadoras na informalidade, a atuação sindical também merece ser repensada, na opinião do suíço, e um ponto central é a reapropriação social da terra e dos meios de produção.
Ricardo Antunes reforçou a necessidade de organização dos “novos trabalhadores”. “Hoje em dia há uma política de individualização da classe trabalhadora, às vezes, colocando um contra o outro. Como resgatar o sentido de pertencimento de classe? Temos que criar novos mecanismos capazes de juntar todos. Nesse espaço está a Conlutas”, defendeu.
Diante da situação, comparada por Antunes a níveis próximos ao do século 18, os três palestrantes vêem a Conlutas como uma verdadeira perspectiva de mudança.

Segundo Arcary, o capitalismo não consegue garantir emprego a todos. “As garantias históricas do trabalhador estão ameaçadas, ou lutamos pelo socialismo, ou sucumbiremos”.



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